PSOL/MA CONVOCA IV CONGRESSO ESTADUAL

CONVOCATÓRIA DO

IV CONGRESSO ESTADUAL DO PSOL/MA

 

 

 

Art. 1º – O IV Congresso Estadual do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) será realizado nos dias 25, 26 e 27 de outubro de 2013.

Art. 2º – A organização do IV Congresso Estadual do PSOL/MA será de responsabilidade da Executiva Estadual do partido e seu regimento será aprovado na plenária de instalação do Congresso.

Art. 3º – O IV Congresso Estadual do PSOL/MA será realizado na cidade de São Luís (MA) e a comissão organizadora designada pela Executiva Estadual do PSOL/MA é a responsável por providenciar as condições adequadas para sua realização.

Art. 4º – O IV Congresso Estadual do PSOL/MA terá como temas para discussão e aprovação de resoluções:

a) Conjuntura internacional, nacional e estadual;

b) O PSOL/MA e as eleições de 2014: diretrizes programáticas, tática eleitoral e escolha do candidato(a) a governador(a);

c) Organização partidária e eleição da direção estadual (Diretório Estadual, Executiva Estadual, Conselho Fiscal e Comissão de Ética);

d) Eleição de delegados ao IV Congresso Nacional do PSOL.

Art. 5º – Serão considerados aptos para participar do IV Congresso Estadual do PSOL/MA os(as) filiados(as) que constem da lista de filiados(as) organizada pela comissão organizadora do IV Congresso Estadual presentes:

I – às plenárias municipais nas cidades com Comissão Provisória devidamente constituída junto à Direção Estadual, com direito a voz e voto para eleger delegados(as) ao Congresso Estadual, as quais: (1) Açailândia; (2), Alto Parnaíba, (3) Bom Jardim, (4) Buriticupu, (5) Caxias, (6) Codó, (7) Imperatriz, (8) Itapecuru-mirim, (9) Montes Altos, (10) Paço do Lumiar, (11) Passagem Franca, (12) Pinheiro, (13) Santa Luzia, (14) Santa Luzia do Paruá, (15) Santo Antonio dos Lopes, (16) São João do Paraíso, (17) São João dos Patos, (18) São Luís, (19) Senador La Roque, (20) Timon e (21) Turiaçu.

II – às plenárias intermunicipais, reunindo aqueles municípios cujas Comissões Provisórias foram dissolvidas por questões políticas e organizativas nas resolução de 2012 e 2013 da Direção Estadual, com direito a voz e voto para eleger delegados ao Congresso Estadual, as quais em:

1) Alto Parnaíba – reunindo Alto Parnaíba, Balsas e Estreito;

2) Buriticupu – reunindo Arame, Buriticupu, Bom Jesus das Selvas, Pindaré-Mirim e Formosa da Serra Negra;

3) Codó – reunindo Codó, Pedreiras, Santo Antonio dos Lopes e Trizidela do Vale;

4) Imperatriz – reunindo Imperatriz e Sítio Novo;

5) Itapecuru – reunindo Arari, Bacabal, Chapadinha, Itapecuru, São Mateus e Vargem Grande

6) Pinheiro – reunindo Cajari, Pinheiro, Pedro do Rosário e São João Batista;

7) Santa Luzia do Paruá – com Amapá do Maranhão, Bom Jardim e Santa Luzia do Paruá;

8) São Luís – reunindo Barreirinhas, São José de Ribamar e São Luís;

9) Turiaçu – reunindo Cândido de Mendes e Turiaçu.

Parágrafo primeiro – os filiados a municípios que não estejam registrados nos itens I e II deste artigo deverão optar por plenária intermunicipal mais próxima de seu município de filiação.

Parágrafo segundo – os municípios onde existem Comissões Provisórias Municipais, as convocatórias municipais poderão convocar a renovação ou recomposição de suas direções locais ou constituição de seus Diretórios Municipais.

Art. 6º – Para estar apto a participar da plenária municipal ou da plenária intermunicipal, o(a) filiado(a) deverá realizar a contribuição financeira de R$ 15,00 (quinze reais), no ato de seu credenciamento.

Parágrafo único – o(a)  delegado(a) estadual, para inscrever-se ao II Congresso Estadual , deverá realizar a contribuição financeira de R$ 10,00 (dez reais), no ato de seu credenciamento.

Art. 7º – As plenárias municipais e intermunicipais elegerão um(uma) delegado(a) ao III Congresso Estadual para cada 10 filiados presentes na referida plenária, admitida a fração de 06 (seis) presentes.

Parágrafo único – a ata de eleição de delegados e delegadas ao III Congresso Estadual, contendo o nome dos delegados(as) e suplentes, seus respectivos contatos e e-mails, se tiverem, e a e a lista de presença nas plenárias devem ser enviadas à Direção Estadual até 48 horas após a realização da plenária para o e-mail da Secretaria Geral do Partido (secgeralpsolma@gmail.com), com cópia para a lista de discussão do PSOL MARANHÃO (psoldomaranhao@googlegroups.com) na internet, no limite de até 15 de setembro de 2013.

Art. 8º – As plenárias municipais e intermunicipais deverão ser convocadas pela Comissão Provisória Municipal e pela Direção Estadual do partido, com no mínimo 10 (dez) dias de antecedência, sendo dada ampla divulgação na lista de discussão do PSOL MARANHÃO (psoldomaranhao@googlegroups.com) na internet e saite do partido (psolma.wordpress.com).

Parágrafo único – as convocatórias das plenárias municipais e intermunicipais devem conter data, horário, endereço e contato de pelo menos um dirigente responsável e devem ser enviadas ao e-mail da Secretaria Geral do Partido (secgeralpsolma@gmail.com), com cópia para a lista de discussão do PSOL MARANHÃO (psoldomaranhao@googlegroups.com) na internet.

Art. 9º – As teses ao IV Congresso Estadual do PSOL/MA devem ser inscritas até 15 dias antes da realização do Congresso, abordando os temas enumerados no artigo 4º desta convocatória e deverão ser publicadas no saite do partido (psolma.wordpress.com), sendo sua circulação interna, impressa, de inteira responsabilidade de seus subscritores.

Art. 10 – Os casos omissos desta convocatória serão resolvidos pela Executiva Estadual do PSOL/MA, em reunião ordinária ou extraordinária convocadas para este fim.

 

São Luis, 17 de julho de 2013.

PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADO

Executiva Estadual do Maranhão

Artigo – Franklin Douglas: Nem “nova”… Nem “classe”… Nem “média”…

 
              Franklin Douglas (*) 
Os 10 anos do PT no Governo Federal foi o tema da semana no debate de mútuos ataques entre o lulo-peemedebê-petismo e o tucanato. O PT contrapôs um discurso de que elevou 40 milhões de brasileiros à chamada “nova classe média” frente à herança maldita deixada pelo PSDB. Foi o sujo falando do mal-lavado!

Leonel Brizola, certa vez quando provocado a comparar politicamente Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, respondeu com um daqueles seus ditos espirituosos: “FHC é o Collor menos 10%!”. Nas pegadas da tirada brizolista, poderíamos sim afirmar que, ao comparar os oito anos do governo de FHC com os 10 anos de Lula-Dilma, o governo do PT é o governo do PSDB menos 13%!
Senão vejamos:
1) FHC fez a reforma da Previdência privada, Lula a reforma da Previdência pública;
2) FHC privatizou telecomunicações, Dilma, aeroportos e estradas;
3) FHC turbinou o agronegócio, Lula também e Dilma abandonou a reforma agrária;
4) FHC veio ao Maranhão “inaugurar”, junto com Roseana, o Pólo de Confecções de Rosário, que só gerou dívidas aos trabalhadores envolvidos; Lula veio ao Maranhão “inaugurar”, na companhia de Roseana, o início da construção da Refinaria da Petrobras, também em Rosário, que ninguém sabe quando sairá do papel… FHC e Lula/Dilma sustentaram a oligarquia Sarney no Maranhão e por ela foram apoiados em Brasília;
5) Tanto PSDB quanto PT praticaram o denominado “presidencialismo de coalizão”, sob  uma governabilidade conservadora que custou o “escândalo da compra de votos para a emenda da reeleição”, para FHC, e o “escândalo do mensalão”, para Lula.
De fato, a  unificação dos programas sociais do Governo Federal em torno do Programa Bolsa Família resultou na diminuição da pobreza. Segundo o IBGE, de 1998 a 2008, as famílias pobres passaram de 32,4% para 22,6%. Dado que segue complementado pelo IPEA que estima que 12 milhões e 800 mil brasileiros saíram da pobreza nesse mesmo período. O MDS  (Ministério do Desenvolvimento Social) informa que mais de 13 milhões de famílias foram alcançadas pelo Bolsa Família, mobilizando recursos na ordem de mais de R$ 14 bilhões de reais em transferência de renda a esse setor da sociedade, considerado como abaixo da linha da pobreza.
Se esse dado aparece como um grande avanço em relação aos anos 1990, a década de gestão tucana das políticas públicas, o lulo-peemedebê-petismo superdimensiona esses números e relativiza outros. Já se viu isso no Brasil do ex-ministro Rubens Ricupero (governo Itamar): “O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde” …
O período Lula-Dilma, para manter-se no governo e ganhar eleições, optou por expressar um pacto de classes que remete a uma espécie de social-neoliberalismo em implantação no país. Ele permite ao Estado disponibilizar recursos para a contenção da pobreza e da miséria, ao mesmo tempo em que, em maior proporção, usa dinheiro do BNDES, por exemplo, para financiar a baixíssimos juros os projetos do grande capital mínero-metalúrgico e energético do País.
Outro exemplo: para a agricultura familiar serão destinados R$ 22 bilhões para a safra 2012/2013 (segundo dados do MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário), enquanto que para o agronegócio destinou-se o total de R$ 44 bilhões para a safra 2011/2012 (dados do MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Três vezes mais para o agronegócio do que o total de recursos destinados ao Programa Bolsa Família!
Sob a atual política monetária e de juros, o governo rola uma dívida superior a R$ 414 bilhões de reais (dados do Ministério da Fazenda sobre a dívida pública bruta consolidada). Tal pacto até resulta numa leve baixa na concentração de renda, mas quase imperceptível ao longo dos 10 anos dos governos do PT, como apurou a última PNAD do IBGE, referente ao ano de 2011: a renda média mensal dos trabalhadores brasileiros subiu 8,3% em relação a 2009, mas, de forma geral, os 10% da população ocupada com renda mais elevada ainda concentraram 41,5% do total dos rendimentos. Os 10% mais ricos concentram quase metade da renda do país!
Nessa velocidade, por exemplo, vai demorar 120 anos para incluir os trabalhadores domésticos numa “proteção social e trabalhista”. Como analisou André Singer, um dos intelectuais do projeto petista, “o Brasil caminha para a frente, mas a passo tão lento que fica difícil distinguir se, nele, constrói o futuro ou eterniza o passado” (Folha de São Paulo, 09/02/2013, p. 02).
Assim, o discurso faccioso tenta nos fazer crer que, devido à política de diminuição do desemprego e aumento real do salário mínimo, tivemos um pacto de incorporação ao mercado de consumo da sociedade do que alguns denominaram de uma “nova classe média”.
Nem “nova”… Nem “classe”… Nem “média”… Como reflete lucidamente outro intelectual que, mesmo petista, não ludibria ideologicamente o fenômeno da esdrúxula política de conciliação de classes posta em execução pelo lulo-peemedebê-petismo. Analisa Márcio Pochmann, em seu livro “Nova classe média? o trabalho na base da pirâmide social brasileira”:
Mesmo com o contido nível educacional e a limitada experiência profissional, as novas ocupações de serviços, absorvedoras de enormes massas humanas resgatadas da condição de pobreza, permitem inegável ascensão social, embora ainda distante de qualquer configuração que não a da classe trabalhadora [...] Seja pelo nível de rendimento, seja pelo tipo de ocupação, seja pelo perfil e atributos pessoais, o grosso da população emergente não se encaixa em critérios sérios e objetivos que possam ser claramente identificados como classe média. [...] Associam-se, sim, às características gerais das classes populares, que, por elevar o rendimento, ampliam imediatamente o padrão de consumo. Não há, nesse sentido, qualquer novidade“.
Enfim, não temos um novo ator, mas o mesmo ator que emergiu dos anos da luta democrática contra o regime militar e da resistência neoliberal que, ascendendo ao poder, “dourou a pílula” do capitalismo à classe trabalhadora brasileira, como diria Francisco Oliveira. De “novo”, uma espécie de up grade da estratégia a welfare state que garante a reprodução do sistema do capital, acomodando a questão social sob a classe trabalhadora. Nada mais velho na política brasileira!
(*) Franklin Douglas – jornalista, professor e doutorando em Políticas Públicas (UFMA), é secretário-geral do PSOL/MA.  Escreve para o Jornal Pequeno aos domingos,  quinzenalmente. Artigo publicado no Jornal Pequeno  (edição 24/02/2013, p. 12)

Artigo Wagner Baldez: Um Congresso desmoralizado e uma justiça vascilante

Wagner Baldez (*)

De tanto ver triunfar as nulidades

De tanto ver prosperar a desonra
De tanto ver crescer as injustiças
De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus
O homem chega a desanimar-se da virtude
A rir-se da honra
E a ter vergonha de ser honesto.
 
Ruy Barbosa
Se escolhi como preâmbulo da presente matéria o célebre e tão atualizado pensamento do jurista baiano (um dos gênios do pensamento universal), foi com a certeza de que mencionadas referências ou conceitos, tem muito a ver com o perfil de RENAN CALHEIROS e HENRIQUE ALVES, ambos eleitos recentemente Presidentes do Senado e Câmara Federal, respectivamente.
Qual seria a maneira encontrada para que pudéssemos compreender tão execrável acontecimento, o qual vem abalando profundamente à opinião pública nacional?! Logo citado personagem que se viu obrigado à renunciar ao cargo de Presidente daquela Casa por atos de improbidade: comportamento que compromete a  ex-respeitável Instituição. A verdade é que o Senado, principalmente, tornou-se uma oficina especializada em fabricar elementos da pior espécie! Já se tornou cultural tais elementos fazerem da política um exercício de bem estar pessoal, o que não deixa de representar uma afronta para a sociedade!
Também é de causar arrepio sabermos que a própria “oposição” contribui para a eleição de citados candidatos, embora sabendo que a ideologia defendida pelos mesmos restringe-se à arte da falcatrua.
Os senadores Sarney e Lobinho devem ter exultado com a eleição do seu dileto companheiro; sem dúvida na expectativa da retribuição, já que pelo empenho no curso da campanha foram considerados os principais cabos eleitorais. Lula e Dilma, sem querer se comprometer oficialmente, também, indiretamente, apoiaram citadas candidaturas.
Ressaltamos por oportuno, o fato de não assistirmos a nenhum movimento de massa mobilizado pelas instituições: CUT, sindicatos, partidos de oposição, igrejas, quilombolas, sem-terras; enfim, o povo em geral numa demonstração de completa repulsa contra a posição assumida pelos Senadores.
Sem dúvida seria de grande importância para o sucesso da campanha, a participação da imprensa escrita, falada e televisiva, que até o momento tem se mostrada acanhada a respeito de tal particularidade.
Outro fato que vem nos causando bastante surpresa, é a omissão do combativo Senador Pedro Simon, político que tem atuado na Casa com reconhecida e exemplar cordura: motivo de capitalizar o apoio e admiração do povo brasileiro.
E sobre a Justiça? Desta o que podemos atribuir é a sua injustificável posição de completo retraimento no sentido de punir o infrator pelos crimes cometidos quando ocupava o cargo de presidente da referida Instituição.
Qual a moral que possui um Collor de Melo, que até da Presidência da República foi defenestrado, para criticar o Procurador Geral da República, ou qualquer que seja a autoridade, ainda que tenha cometido algum deslize?!
Avante, maranhenses, para o enfrentamento nessa batalha cívica e do mais alto significado histórico e um épico!
A rua está a nossa espera…
(*) Funcionário Público Aposentado, membro da Executiva do PSOL/MA

CST: Luciana Genro pré candidata a presidente para defender o projeto da fundação do PSOL

Frente à traição de Lula e à expulsão dos radicais por votarem contra a reforma da previdência que tirou direitos dos aposentados, em 2004 fundamos o PSOL.
No seu programa sintetizamos os eixos de um projeto estratégico da esquerda anticapitalista e socialista: de classe e de combate, um projeto que tem como eixo a disputa no dia-a-dia da luta de classes no seio dos trabalhadores e do povo. Um projeto que rejeita o regime da falsa democracia dos ricos e combate a moderna escravidão que quer impor o governo do PT/PMDB com suas contra reformas trabalhistas. Um projeto que tem como norte o poder para os de baixo: um governo dos trabalhadores e do povo. Um projeto para o qual a luta institucional deve ser um mecanismo auxiliar no terreno decisivo que é o da mobilização popular.

Projeto do PSOL em perigo
A “nova maioria” que dirige o PSOL, graças ao acordo com a corrente que saiu do PSOL para fundar a “Rede” junto com Marina Silva, tem como projeto mudar o programa, o estatuto e o perfil do PSOL. Por esta razão é que legitimaram tudo o que o PSOL/AP, dirigido pelo Senador Randolfe e o Prefeito Clécio fizeram, ao se aliarem com PPS, PRTB, PMN, PTC e PV e fazer acordos com DEM, PSDB, PTB, PSB, etc. O Prefeito Clécio defendeu, ainda, o financiamento das campanhas eleitorais do PSOL por bancos e empreiteiras. Além de inúmeros outros pontos integralmente oportunistas. E foram eles os que fizeram um vergonhoso “desagravo” aos dirigentes do PSOL envolvidos em negociatas com Carlinhos Cachoeira em Goiás para poder manter sua frágil maioria, justamente os mesmos setores que hoje pularam para o barco de Marina.

Mas o projeto do PSOL corre risco também pela política global de alianças por eles defendida, uma vez que consideram que o PT, o PSB, o PDT, o PCdoB são partidos “progressistas” com os quais o PSOL deve se aliar, e não cúmplices na aplicação do projeto neoliberal do PT/PMDB que é contra os trabalhadores e o povo brasileiro. Por esta razão é que na campanha eleitoral de Belém, o PSOL de Ivan Valente/Randolfe/Edmilson levou Lula e Dilma para seu programa eleitoral, evidenciando uma capitulação ao projeto do governo federal. O atual grupo “majoritário” quer transformar o PSOL num partido da ordem e por isso também está destruindo nossas instâncias e a democracia interna.

Que candidatura precisa o PSOL para 2014?
Numa reunião de um chamado “coletivo informal” entre Ivan Valente e Randolfe, junto com parlamentares do PSOL do RJ, (Chico Alencar, Marcelo Freixo, Eliomar e Paulo Pinheiro) e outros dirigentes, discutiram que os melhores candidatos para a disputa de 2014 seriam Randolfe Rodrigues e/ou Chico Alencar.

Não consideramos Chico igual a Randolfe e reconhecemos em Chico um parlamentar que soube manter um perfil de esquerda ético, mantendo mais respeito pelos fóruns do partido. Por isso lamentamos tanto que tenha se prestado a este tipo de manobras. A composição da reunião evidencia que este setor não tem possibilidades de expressar mudanças radicais e uma proposta anticapitalista pelas evidentes limitações e retrocessos programáticos expressos na resolução de balanço das eleições 2012 que votaram no Diretório Nacional do PSOL, com apoio daqueles comprometidos com Carlinhos Cachoeira e que hoje estão com a Rede de Marina Silva. Resolução à qual Chico, infelizmente, fez questão de apoiar expressamente.

Lamentamos assim o surgimento deste novo “campo” que busca salvar do naufrágio a frágil maioria do setor de Ivan Valente e Randolfe e que busca colocar o partido à reboque desta falsa alternativa. O objetivo mais nítido é o de impedir que o Bloco de Esquerda partidário expresse uma candidatura própria, com o perfil anticapitalista que o caracteriza. Após esses fatos nos sentimos na obrigação de emitir nossa posição.

Porque defendemos Luciana Genro
Precisamos uma candidatura de oposição de esquerda programática, anticapitalista e de luta contra o projeto do governo PT/PMDB e seus aliados, e que saiba também enfrentar a falsa alternativa da velha direita tucana.

Tivemos e mantemos divergências com a corrente da companheira Luciana Genro, o MES. Mas hoje o decisivo é que nos unem importantes aspectos programáticos, imprescindíveis para levantar um projeto da verdadeira esquerda partidária.

Une-nos a defesa intransigente do programa fundacional do PSOL, e a necessidade de combiná-lo com base nas bandeiras e reivindicações do povo na conjuntura atual. Que denuncie as privatizações petistas, a destinação de quase metade do orçamento para pagar juros da dívida publica; a repressão aos movimentos sociais em luta; a flexibilização de direitos trabalhistas como tentam através do ACE; os projetos para limitar o direito de greve dos servidores federais; o aumento dos transportes; a falta de verbas para saúde; que defenda o salário, o emprego, a escola e a saúde publica. Um programa que assuma a defesa do meio ambiente e da população, contra as grandes empresas e multinacionais que junto com o governo destroem nossos rios, florestas e comunidades que nelas habitam. Um programa que assuma a defesa dos movimentos de gênero duramente reprimidos e de todos os setores oprimidos e explorados. Um programa intransigente contra a corrupção, que chame a luta contra Renan Calheiros, Henrique Alves, os mensaleiros e todos os corruptos, e não compactue com os Carlinhos Cachoeiras da vida. Um programa que parta do apoio às mobilizações, lutas e greves como verdadeira alternativa de mudança.

Une-nos também a defesa de uma política de alianças que, caso consideremos necessário, somente seja autorizada com os partidos de esquerda que não estão no governo, o PSTU e o PCB. Também temos unidade na defesa do financiamento de campanha sem doações por parte de empresas e grandes empresários. E caso o pleito de 2014 se defina no segundo turno e o PSOL não chegue lá, o partido não votará em nenhuma das candidaturas burguesas em disputa.

Une-nos, ainda, a atuação comum no interior do Bloco de Esquerda, com um conjunto de tendências e militantes combativos que não se curvam à linha de direita que toma conta do partido. Unidade que está expressa em resoluções, notas, documentos e ações políticas conjuntas.

Seguramente há pontos programáticos que necessitam ser incorporados nesses acordos iniciais que já esboçamos, o que pode ser feito por meio de um amplo debate nacional através de seminários nos principais estados do país, possibilitando a construção de uma plataforma pela base partidária, tal como propuseram os companheiros do Enlace.

Finalmente, Luciana é expressão dos radicais que não se quebraram nem curvaram à pressão do PT e dos novos “falsos profetas” como Marina Silva; expressa o PSOL que fundamos e que hoje precisamos tanto reconstruir.

Sabemos que a batalha eleitoral é tática e que nosso objetivo estratégico é a recuperação do PSOL para o projeto original de sua fundação. No entanto, também neste terreno temos a obrigação de lançarmos uma candidatura que levante e defenda as bandeiras da esquerda partidária, dando continuidade na construção de uma ferramenta política para os trabalhadores e o para o povo brasileiro, com características anticapitalistas e socialistas, e de oposição de esquerda ao governo do PT/PMDB e à falsa oposição demo-tucana.

Corrente Socialista dos Trabalhadores – CST/PSOL

Babá, ex-deputado e fundador do PSOL – Diretório Nacional PSOL
Gelsimar Gonzaga – Prefeito de Itaocara
Silvia Santos, executiva Nacional PSOL – Douglas Diniz Fernandes – Michel Oliveira Lima – Nancy de Oliveira Galvão – Diretório Nacional PSOL – Rosiléia Messias – Silaedson Junior – Diretório Estadual RJ

Randolfo Rodrigues e Chico Alencar, junto com outros parlamentares, recebem 1 milhão e 600 mil assinaturas do Fora Renan

BRASÍLIA – Cerca de 25 manifestantes se reuniram em frente ao gramado do Senado nesta quarta-feira, com banners e faixas pedindo a saída do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) durante a entrega simbólica das 1,6 milhão de assinaturas coletadas na internet pelo impeachment do presidente da Casa. Cinco pessoas conseguiram entrar no Senado, para entregar a petição, e foram recebidos pelos senadores Pedro Simon (PMDB-RS), João Capiberibe (PSB-AP), Cristovam Buraque (PDT-DF), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Pedro Taques (PDT-MT) e o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

 

O diretor de campanhas da Avaaz (entidade que sediou a petição na internet), Pedro Abramovay, levou ao Senado 15 caixas de papelão com folhas representando as assinaturas dos civis que se manifestaram na internet pelo impeachment de Renan Calheiros.

- Um milhão e seiscentas pessoas se manifestaram a partir de um gesto criado por um cidadão. Nós estamos aqui para o Senado ouvir essas vozes, que disseram que não é possível ter um presidente (do Senado) que tenha pesando sobre ele tantas acusações. Viemos também manifestar nossas indignações pelo voto secreto. Os senadores usaram o voto secreto para se esconder de seus eleitores – disse Abramovay –  Leia mais aqui

 

 

Venha para o PSOL – Um partido necessário

Atualmente em nossa sociedade uma ínfima minoria de milionários e poderosos vive explorando e oprimindo a maioria de nosso povo. Controla a economia e a política para manter e reproduzir sua vida de privilégios e de luxo. Creem que tudo tem preço, que tudo pode ser convertido em mercadoria. E todos os aparelhos do Estado, das Forças Armadas passando pelo parlamento e chegando até os grandes meios de comunicação, estão a serviço desta minoria. Não é diferente a situação dos partidos políticos. Distintas siglas defendem a mesma classe dominante. Seus líderes, deputados, senadores ou ministros defendem os interesses do capital e na maioria dos casos aceitam que até mesmo a honra seja mercantilizada.

Para lutar contra esta realidade acreditamos que os trabalhadores, os explorados e oprimidos, os jovens, as classes médias esclarecidas devem buscar se organizar. Para nós este deve ser o sentido de um partido político. Além das lutas contra a exploração, é necessário o combate em defesa dos direitos civis. Assim, é preciso reagir e combater o racismo, a homofobia, defender os direitos das mulheres e da juventude. E defender a natureza, que a classe dominante em sua sanha por mais riqueza e poder não hesita em destruir.

Desenvolver estas lutas é a razão de existência do PSOL. Nosso partido começou sua constituição em 2003. Suas bases são sólidas. Sua existência justificada. Não foi uma decisão derivada de uma decisão individual, de uma personalidade ou de um grupo político. Respondeu a uma necessidade histórica: manter viva a luta da esquerda e a representação genuína das bandeiras programáticas da classe trabalhadora e da juventude. Ao mesmo tempo, nosso partido surgiu negando as experiências totalitárias do stalinismo. Rejeitamos a obediência cega a um líder, seja ele parlamentar, presidente, secretário geral, nem aceitamos candidatos a messias. A emancipação da classe trabalhadora será obra da classe trabalhadora mesma. Este é um princípio do PSOL. Nosso partido surgiu defendendo o socialismo e a liberdade. Por isso somos um partido militante, uma associação de homens e mulheres livres com um programa anticapitalista.

Quando ficou claro que o PT havia aceitado fazer parte do jogo da política burguesa tradicional – com sua carga de fisiologismo e corrupção – e ao mesmo tempo resolveu seguir os ditames do FMI e aplicar os planos de ajuste de FHC e do PSDB, a ideia do PSOL ganhou vida. Dez anos depois estamos convencidos que a validade da existência do PSOL se confirma. Contra a velha direita e seus partidos burgueses, mas também sustentando a necessidade de coerência na defesa da esquerda.

Sabemos que construir um partido de novo tipo não é uma tarefa fácil. Exige tempo, paciência, dedicação e respeito ao processo coletivo de elaboração política. Exige saber ser maioria e minoria. Exige também, e, sobretudo, confiança na organização independente da classe trabalhadora e na sua capacidade de lutar e de se mobilizar por seus interesses.

Nestes dez anos de construção temos avançado muito. Ganhamos para nosso projeto muitos militantes e lideranças. Conquistamos respeito de parcelas de nosso povo e lutaremos para honrar cada homem e mulher que nos deposita o apoio, a amizade, o voto, a militância. Em 2012 tivemos uma enorme vitória, cuja maior expressão foi os quase um milhão de votos em defesa da candidatura de Marcelo Freixo a prefeitura do Rio de Janeiro, numa campanha de rua, militante, aguerrida.

O PARTIDO DE MARINA

Por tudo isso, de nossa parte, chamamos todos os nossos militantes a defender este projeto. Neste sentido queremos insistir uma vez mais em chamar a companheira Heloisa Helena a assumir seu lugar no PSOL. Como todos sabem neste final de semana foi fundado o movimento para constituir um partido liderado por Marina Silva. E Heloisa esteve entre os presentes se apresentando como soldada de Marina. O problema, como veremos, é qual guerra Marina pretende comandar.

Fazemos este chamado não tanto por esperar que nossa ex-senadora o atenda, mas para deixar absolutamente claro que Heloísa Helena tem um imenso lugar reservado em nosso partido. Lamentamos sua decisão de apoiar Marina porque Heloísa foi fundadora do PSOL e nossa principal expressão pública nos primeiros anos de existência do partido. Depois, mesmo tendo apoio amplo, desistiu de ser representante nacional do PSOL. Embora o partido por unanimidade tenha reivindicado que ela fosse candidata presidencial nas eleições de 2010, a companheira resolveu se restringir a ser representante do povo de Alagoas. Respeitamos sua escolha. Mas sua decisão de acompanhar alguns poucos dirigentes do PSOL que estavam tremendamente questionados pela militância, dirigentes, estes sim, sem espaço no PSOL, em alguns casos por terem optado por fazerem parte de governos municipais do PT, em outros casos por estarem respondendo à Comissão de Ética do partido em função de suas relações (ainda) não convincentemente explicadas com empresários corruptos, é um grave erro que Heloísa está cometendo. Um erro que vai custar a impossibilidade absoluta de Heloísa se converter numa liderança dos trabalhadores brasileiros. A luta do PSOL seguirá.

O surgimento do partido ao redor de Marina Silva não representa nenhuma novidade importante. Embora seja expressão da crise dos partidos tradicionais, que não conseguem mais representar milhões de pessoas que querem apoiar uma forma de fazer política de acordo com interesses públicos, infelizmente Marina lança um partido que tem como objetivo principal apresentar seu nome para a disputa presidencial de 2014. Mas o problema deste projeto é muito superior a sua natureza de força política ao redor de um projeto meramente eleitoral. Ao se definir como um partido que não é nem de esquerda nem de direita e reivindicar os chamados avanços dos governos do PSDB e do PT, o partido liderado por Marina, infelizmente, se mantém nos marcos da sustentação de um regime político marcado pela defesa dos interesses do grande capital e pautado pelo a ideologia dominante de que não há possibilidade de uma sociedade controlada pelos trabalhadores e pelo povo. O partido liderado por Marina não será de defesa das reivindicações mais sentidas da classe trabalhadora, por melhores salários contra os grandes empresários, contra as privatizações da educação, da saúde, das grandes empresas então estatais – como foi o caso da Vale do Rio Doce. Não defenderá nem os bancos públicos nem a suspensão do pagamento da dívida pública que faz com que a maior parte dos recursos do orçamento da União sejam para sustentar as cinco mil famílias mais ricas do Brasil e o sistema financeiro. Não é à toa que entre seus líderes estão parlamentares do PSDB de SP, além de grandes empresários.

Por isso o PSOL, embora respeite e considere legítimo o surgimento deste novo partido, não deposita nenhuma ilusão em sua natureza. Trata-se de um partido que se limita a atuar numa linha de manutenção da atual estrutura economia e social do Brasil, uma estrutura dominada pelas grandes corporações internacionais e nacionais, pelo sistema financeiro e pelo agronegócio.

Assim, mais uma vez convocamos a todos nossos amigos e militantes a redobrar nossos esforços na construção de uma alternativa anticapitalista, democrática, dos trabalhadores e dos jovens. Junte-se a nós! Venha para o PSOL!

Declaração do Movimento Esquerda Socialista sobre a rede Marina Silva

MES – MOVIMENTO ESQUERDA SOCIALISTA, corrente interna do PSOL

CORRENTE INTERNA DO PSOL – PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE

Artigo – Wagner Baldez: A falência do PT como partido

Wagner Baldez (*)

Ao ocupar um dos assentos do ônibus, vejo escrito na camisa de um dos passageiros à minha frente, a frase: “O verdadeiro PT não se rende”!

Para quem conhece a atual história do Partido dos Trabalhadores, aliás, Partido dos Trapaceiros (na sua maioria), considera esquisito aludida afirmação, pelo fato de não expressar a realidade. Ao contrário, comporta-se bem diferente da doutrina sustentada pela agremiação nos albores de sua fundação!

Pode até não se “render”, tratando-se de uma hérnia, causada pelo esforço de sobreviver politicamente; mas nunca no sentido como pretendem nos fazer acreditar.

E por acaso ainda existe tal Partido, depois de tudo que vem acontecendo com a conduta dos seus quadros, a qual, em razão das vantagens oferecidas, como vem a ser o caso das nomeações para cargos do primeiro e segundo escalões, e, quem sabe, atraído, inclusive, pelo irresistível EXTERCO DE SATANÁS (US$), aderiram de imediato citada proposta.

A título de comparação, renovamos o conceito sobre a verdadeira índole petista (ALA ROSEANISTA):

Os falsos traem…

Os covardes capitulam…

Os indecisos têm por nume a conveniência

Os ambiciosos a tarja mal sinada da pessoalidade.

Nele, a soma de tais comportamentos é a sua única identidade!

Como reforço ao que acabo de tratar, acrescento algumas das frases de renomados pensadores:

“O dinheiro não muda as pessoas, ele apenas as desmascara”. Henry Ford.

“Todo homem que se vende recebe muito mais do que vale”. Aprígio Tararely (Barão de Itararé).

Que tais conceitos sirvam de advertência a esses prevaricadores e mercenários, que se ocuparam, por várias décadas, a criticar veemente as ações do Sen. Sarney.

E a parcela restante, que se arroga de pertencer à Resistência Petista, dela o que podemos aferir? Ainda que assuma posição diferente em comparação aos demais companheiros do Partido, indiretamente estão sujeitos às decisões do Coronel José de Ribamar Ferreira Araújo Costa. Senão vejamos:Qualquer indicação para cargos de chefia na esfera Federal que não esteja de acordo com a vontade do Coronel, não terá aprovação do governo Petista (Lula e Dilma).             Ainda que reconheçam o desprezo olímpico que Lula tem dispensado aos mesmos, numa condição de causar pena e dó, não compreendemos o motivo dos componentes da Resistência Petista baixar a cerviz, ao aceitar tamanha humilhação. E o pior é que continuam a fazer apologia às citadas autoridades, quando já deveriam ter rompido!

As coisas chegam às raias do ridículo, quando assistimos ao Deputado Dutra, dominado por uma paixão exacerbada, alardear em ato público que o maior Presidente que o País já teve chama-se Luís Inácio Lula. Até parece que o atuante Deputado desconhece a história política do seu próprio País!

(*) Funcionário Público Aposentado e Membro da Executiva Estadual do PSOL.

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